Minha jornada Empreendedora

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Hoje resolvi escrever sobre o ano que mudei o rumo da minha carreira. 

Bom, tudo começou com a grande pergunta que comecei a fazer em 2016:  Qual é o meu sonho de trabalho? 

Depois de trabalhar mais de 15 anos com Comunicação e Marketing no meio corporativo, transitando por vários segmentos como, educação, varejo, serviços, consultoria, hospitalidade, lá estava eu em uma empresa há alguns anos no cargo de Gerente de Marketing sem grandes perspectivas e bastante frustada. Sabia que aquilo ali estava longe de ser um sonho de trabalho e não tinha ideia do que eu realmente sonhava em trabalhar…Sonho de verdade, sabe?

Sabia que adorava a Comunicação, inovação, tecnologia, gostava muito de ajudar as pessoas nos trabalhos de caridade, e começava a ter uma curiosidade por Impacto Social, Economia criativa, mas ainda tinha um grande buraco dentro de mim.

Foi ai que resolvi conversar com as pessoas sobre seus sonhos, conversei com muita gente, e percebi momentos de conexão total e puro amor em seus discursos, como se pegassem um tesouro mais precioso que tinham dentro de si e mostrarem para mim com tanto brilho nos olhos que algumas pessoas chegavam a se emocionar por lembrarem que tinha tanta luz dentro delas.
E na sequência vinha a minha segunda pergunta: “Porque você não está realizando ou vivendo disso?
E a grande maioria das pessoas falava que não tinha o dinheiro necessário para realizar. Uma incapacidade, que olhando na raiz tinha muito da energia do dinheiro, um sentimento de “alguém” ter tirado esse direito delas. 
O mais engraçado era que eu sempre perguntava para essas pessoas, quanto custava seu sonho e geralmente elas não sabiam me dizer. Logo elas não tinham dinheiro para algo que elas nem sabiam quanto era. 

O fato é que as pessoas não conseguem olhar para o dinheiro!

Segui trabalhando no escritório pensando na injustiça de ver o dinheiro como inibidor da realização de sonhos e do potencial daquelas pessoas, sem encontrar respostas, fui vivendo as perguntas…até que um dia uma resposta chegou e fez muito sentido!

A semana começou com um querido colega de trabalho cantando “It's another day, in paradise..” música que ele cantava ironizando a insatisfação de estar ali, trabalhando num lugar que não chegava nem perto do paraíso. Cheguei na minha mesa e ví que tinha recebido a Forbes do mês, que veio com a capa: ”How to get the first million before 30 years"
Lí a matéria e fiquei mirabolando historias de ser milionária e viajar o mundo, comprar uma casa de frente pra praia ou chalé nas montanhas, etc. 
Alguns dias depois, nesse mesmo escritório, recebi um email formal muito bem escrito, da Gerente do Barclays, banco que tinha conta nos anos que morei em Londres, e que ainda está aberta pois esqueci de fechar quando voltei ao Brasil.
No email a gerente me dizia que um parente Húngaro com meu sobrenome, sobrenome bem raro e único da minha família aqui no Brasil, havia falecido e tinha deixado uma herança milionária, e eu era a parente mais próxima viva e com conta na Europa, por isso a gerente "boazinha"estava disposta a dividir comigo aquela bolada, pois só eu poderia retirar essa grana. Bobinha eu né? Cai no golpe, por apenas 10 mins, mas caí rs.

 E esses foram meus 10 minutos de milionária, que mudaram realmente a minha vida.

Lembro até hoje perfeitamente da sensação, a única coisa que passou pela minha cabeça foi: 'Vou continuar minha vida do jeitinho que ela é, minha única vontade é ir embora imediatamente da empresa que estou trabalhando, e não passar mais nem um dia na vida trabalhando alí, com aquilo que não fazia sentido pra mim.' Trabalhar com o que acreditasse, isso me faria a milionária mais feliz da vida!

Passado os 10 mins de milionária com a tentativa de fraude descoberta, voltei a minha realidade e foi ai que veio o PLIM!!

OK, não tenho esses milhões, então que tal ir direto ao meu sonho? 
Trabalhar com que gosto e acredito? Sair da fila indiana que trilhei nos últimos 15 anos? Me parecia ainda um pouco utópico, mas algo me dizia que esse era o caminho. 

Então deixei para trás meu cargo, 13º, férias remuneradas, uma provável aposentadoria, pouco provável...e comecei a dar passos nessa direção. Tirei a grande sorte de ter a família e principalmente um namorado me apoiando nessa transição.

Resolvi tirar um Ano Sabático diferente, ao invés de viajar ao redor do mundo, a minha viagem foi aqui pra dentro. Foi 1 ano de reciclagem, cursos, um boost de autoconhecimento....Um ano de preparação para essa transição.

Comecei pelos livros, pesquisas e conversas com pessoas próximas, mas senti que precisava de uma "rede de apoio", como essas redes de circo, que ficam de baixo do trapezista, dando a segurança para que ele possa se 'desgrudar' do trapézio que está e dar o grande salto para o próximo trapézio. Já começava a perceber a chegada de um vazio, vazio causado pelo abandono de algo que foi importante por muito tempo, mas seguindo minha intuição saí em busca dessa rede.

Minha primeira escolha nesse sabático foi bastante ousada, peguei grande parte do meu acerto e me inscrevi no Master Class Digital Acceleration da @HyperIsland, uma escola sueca de inovação digital com foco no desenvolvimento do pensamento criativo Uma nota! mas um pontapé inicial importante, que me fez perceber a inércia confortável e imperceptível que estava. Virou minha cabeça ao avesso, senti que precisava correr atrás do prejuízo e que poderia pensar como aquelas cabecinhas escandinavas além do tempo. Um dos facilitadores, o Edu da @RedeUmbutu, que trabalha com Eupreendedorismo foi e ainda é uma grande inspiração pra mim.

Participei do processo de desenvolvimento humano e empreendedorismo @flowmakers, ainda não sei bem como posso definir aquilo…um mix de escola do amor, descolarizada, onde aprendi sobre talentos, empatia, CNV, crenças, criatividade, capital social, física quântica, técnicas de respiração, design thinking, psicodrama, antroposofia, e dentre todas essas coisas o maior aprendizado foi sobre mim mesma, o aprendizado a partir do olhar pra dentro, e não ao contrário como sempre nos ensinaram nas escolas, colocando o conhecimento de fora para dentro. 

Fazer parte dessas redes de conexões, dividindo visões de mundo, diálogos, me ajudou a confiar no meu movimento, virei uma buscadora de espaços que possibilitam isso, de gente que tem coragem de ser o que veio ser, de inspiração.

Comecei então a desenhar minha nova realidade, e mesmo sem saber como isso ia funcionar 2 idéias me guiaram pra onde estou hoje:
- Por fim a dualidade que o trabalho fazia da minha vida.
- Fazer o que faz sentido pra mim, colocando em prática todas minhas habilidades, nas delícias de transitar por várias áreas, sem se encaixar num rótulo só.

Então o novo trabalho foi surgindo de forma natural...

Em uma conversa com alguém da família, num café, na academia, em qualquer lugar que transitava, via oportunidades de trabalho. Eu respirava trabalho todos os momentos do meu dia. E a cada esquina eu vivia uma mudança de cenário de trabalho, um aumento do número de profissionais qualificados que abriram mão de carreiras corporativas para empreender seus próprios negócios, seus sonhos. Porém havia uma certa dificuldade desses novos empreendedores se destacarem, pois não conseguiam investir os valores praticados por agências de comunicação convencionais.
E essa foi minha grande motivação! A partir dai comecei a vislumbrar meu propósito...Os primeiros esboços na tentativa de contemplar meu ‘novo’ trabalho eram: 

Viver conscientemente e corajosamente a ressoar com amor e compaixão o despertar da luz dentro de mim e dos outros ao meu redor, auxiliando então as pessoas a comunicarem seus projetos, sonhos, propósitos para o mundo, gerando um impacto positivo para a sociedade e deixando assim o planeta mais equilibrado de energia, de paz!

Pensando em Marketing do Bem é que de forma intuitiva e verdadeira nascia Dharma Comunicação. Uma Consultoria de Marketing Digital para apoiar novos empreendedores, pequenas empresas e startups que estão no caminho dessa jornada, auxiliando os "pequenos" ativamente a se manifestarem no mundo e a perpetuarem seus legados.


A PALAVRA DHARMA -
Vinda do Sânscrito, a palavra Dharma pode significar a forma de ser, a maneira de ser da sua natureza interior, o caminho para a verdade superior. Dharma é a MISSÃO DE VIDA, o que a pessoa veio para fazer no mundo.
 

Sei que a caminhada é longa e não é fácil. Para Empreender é preciso desapegar de um bocado de coisas, e abrir espaço para tantas outras chegarem. Há de se conviver com uma insegurança financeira constante, por vezes a escassez do dinheiro foi tão grande, que me fez cogitar a voltar para o corporativo, porém quanto mais eu confio, quanto mais eu entro nesse sonho, mais baixinho falam os fantasmas do ego e do medo.

Ressignifiquei a minha relação com o dinheiro, e comecei a perceber que: Não é preciso sofrer p conseguir dinheiro, nos ensinaram errado! 

O dinheiro vem pelo prazer e pela dedicação, muita dedicação eu diria! Dedicação essa que me faz virar noites, me faz trabalhar de segunda a segunda, reuniões e congressos são encaixados em viagem de férias, ligações num almoço de domingo, e assim vai.

Fazer o que faz sentido para mim é diferente de fazer o que gosto! E aí está é o segredo! Fazer o que faz sentido para mim e a partir dai, isso, alimentar o que gosto.

Sigo com fome desse novo modelo de vida, cheia de ideias e bem animada com todo esse movimento, enfrentando de peito aberto as adversidades, errando e aprendendo, escolhendo e consequentemente renunciando, deixando pra trás uma infinidade de possibilidades, lugares, pessoas, coisas, que já não fazem sentido com o meu agora.

E POR QUE EU DIVIDO ISSO TUDO COM VC?

Porque quanto mais eu vivo dessa energia de empreender e viver do meu propósito, mais me autoconheço, quanto mais me autoconheço, mais conheço as pessoas em volta e percebo que todos, na verdade, estamos no mesmo barco. Caminhando na mesma direção, uns mais pra frente, outros mais pra trás. Mas todos, em direção da mesma luz, acordando todos dias dispostos a fazer o melhor que podemos para ser feliz.

E no intuito de continuar a viver esse meu Dharma, divido minha jornada com vocês e meu trabalho também, como um ambiente de confiança, trocas, de auxílio para pessoas que assim como eu, apostaram em seus projetos, e querem colocar em prática aquilo que veio fazer no mundo.

Estou aberta a conhecer novos dharmas, sonhos, idéias, despertares, histórias de vidas, projetos e então comunicá-los para o Mundo!

Acredito que não atraímos o que queremos, mas o que somos! Sigo torcendo por isso :)

 


Marcia KolosComment